O contador de histórias

Quando escolhi ser jornalista, há quase 12 anos, correr atrás da notícia não era minha primeira opção. Minha vontade era trabalhar com literatura ou teatro, mas pra isso eu teria que tentar faculdade em São Paulo e obviamente minha mãe não deixou. Onde já se viu o caipira de uma cidade de 20 mil habitantes ficar sozinho na maior cidade do país? Era uma hipótese fora de cogitação! E foi assim que surgiu o jornalismo, como uma forma de orbitar ao redor de livros e palcos.

Com o tempo, percebi o óbvio: que jornalismo é sobre contar histórias. Histórias de pessoas abandonadas pelo poder público, de gente que luta todo dia contra as adversidades. Do buraco no asfalto que dificulta tirar o carro da garagem às calçadas que impedem pessoas com deficiência de circularem livremente pela cidade. E de quem inventa a cada dia um novo jeito de melhorar a vida  ou usa a própria experiência para evitar os outros caiam nos mesmos erros.

Foto: Jonas Almeida/Soul Fotografia

Foto: Jonas Almeida/Soul Fotografia

Por que eu estou lembrando de tudo isso? Porque ontem foi um desses dias em que senti orgulho de poder contar histórias. Junto com outubro, ontem terminou a Campanha Outubro Rosa. E por isso eu e um grupo de profissionais ficamos responsáveis por contar a história de três mulheres bauruenses que lutam ou lutaram contra o câncer de mama e são um exemplo de que é possível encarar a doença de cabeça erguida, com otimismo e, na medida do possível, com bom humor. Elas foram modelos da divulgação da campanha aqui em Bauru e suas histórias se tornaram uma exposição fotográfica. Uma trajetória que me inspira e me orgulha, principalmente por poder levar esses depoimentos ao maior número de pessoas possível.

Espero que você concorde comigo. A reportagem está no vídeo abaixo.

Anúncios