Oscar 2015 – ‘Livre’

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Quando li as primeiras notícias sobre “Livre”, não posso mentir que me bateu uma preguiça danada do filme. Afinal, quantas vezes a gente já não viu essa história da pessoa que põe o pé na estrada pra refletir sobre a vida e encontrar seu lugar no mundo? Até Machado de Assis caiu nesse clichê em “Memórias Póstumas de Brás Cubas” (ainda que seja pra criticar esse costume da elite – o que, claro, escapou da minha leitura adolescência). Pra piorar, histórias de autoajuda me dão sono! Tanto que a única vez em que dormi no cinema foi vendo “Comer, Rezar, Amar”. Ou seja, fui assistir ao filme com os dois pés atrás.

E não é que saí emocionado do cinema? Se é verdade que todas as histórias da humanidade já foram contadas, “Livre” é a maior prova de que o mais importante não é “o que acontece”, mas sim “como acontece”. Um roteiro adulto, doloroso, extremamente fragmentado e que nos leva a repensar profundamente as decisões que tomamos. Se a vida é feita de escolhas, enfrentar as consequências precisa ser parte do jogo. Mesmo que a gente não sabia como.

Nesta terceira postagem sobre os indicados ao Oscar, eu comento minhas impressões sobre o filme e quais as chances dele (na minha modesta opinião) nos prêmios de “Melhor Atriz” e “Melhor Atriz Coadjuvante”. É só dar play aqui embaixo!

(você confere as postagens anteriores aqui e aqui)

Oscar 2015 – ‘O Jogo da Imitação’

THE IMITATION GAME

Quarta-feira é o dia nacional de pagar meia no cinema. Que tal usar a promoção pra conferir mais um indicado ao Oscar deste ano? A minha dica é o filme “O Jogo da Imitação”, que concorre a oito estatuetas no dia 22 de fevereiro (Filme, Diretor, Ator, Atriz Coadjuvante, Roteiro Adaptado, Trilha Sonora, Montagem e Direção de Arte).

Pra quem não sabe do que se trata, é a cinebiografia do matemático Alan Turing, que foi peça-chave para descobrir o código secreto que os nazistas usavam para se comunicar na Segunda Guerra Mundial e que contribuiu e muito para o fim do conflito. Não bastasse ser um drama sensacional, é ainda a oportunidade de conhecer uma história que ficou guardada a sete chaves por muitas décadas e que tem como ponto central um protagonista cheio de nuances e contradições, herói e “bandido” ao mesmo tempo.

Quer saber o motivo? Então aperta o play aqui embaixo e confere o meu comentário sobre o filme.

(e aqui você confere a primeira postagem dessa série com os filmes “Boyhood – Da Infância à Juventude” e “O Grande Hotel Budapeste”).

Oscar 2015 – ‘Boyhood’ e ‘O Grande Hotel Budapeste’

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Crítica de cinema é algo que todo mundo acha que sabe fazer, mas nem todo mundo faz. Exige conhecimento profundo sobre estética, técnica, história, semiótica e muita bagagem cultural. Por isso, dificilmente eu me arrisco a dizer que faço “crítica”. Por mais que conheça ou goste da sétima arte (ou de música e televisão), não acho que tenha (ainda!) um conhecimento sistêmico que me gabarite como crítico.

Prefiro muito mais a resenha ou o comentário. Nesses dois formatos, posso me prender mais ao meu ponto de vista sobre determinado produto cultural. Posso mesclar minha opinião com curiosidades e detalhes da produção, com a única função trazer um guia pessoal e subjetivo para quem quer ver ou ouvir uma obra.

É com esse pensamento que tenho abordado os indicados ao Oscar deste ano no telejornal Unesp Notícias, da TV Unesp. Pra mim, funciona também como um laboratório, já que comentários sobre cinema são frequentes em jornais, mas raros na televisão. De modo geral, trata-se de uma conversa franca com o telespectador para que ele obtenha informações para decidir se quer ou não assistir a determinado filme. E, caso escolha vê-lo, que aceite esse convite com a liberdade total e irrestrita de discordar da minha opinião. Até prefiro que discorde!

Neste primeiro vídeo, dou destaque a duas produções: “O Grande Hotel Budapeste”, do diretor Wes Anderson, e “Boyhood – Da Infância à Juventude”, do cineasta Richard Linklater.

Vamos lá, contrariem-me!